Em Fevereiro de 1891, quase dois anos após a queda do Império do Brasil, Dom Pedro II teve conhecimento da notícia da morte de Benjamin Constant, um dos líderes da Proclamação da República. Longe de exprimir qualquer palavra de recriminação contra o inspirador do movimento militar que o derrubara, apenas lamentou sua morte prematura, e mandou enviar condolências à esposa, Dona Maria Joaquina. O Barão de Penedo, com quem o Imperador conversava, estranhou sua atitude, e lembrou a ação de Benjamin Constant contra a monarquia e a Família Imperial. “Nada tem uma coisa com outra.” Respondeu o Imperador, “esse era o homen político, não o discuto, deploro a morte do homem de ciência, que estimei, e que era muito boa criatura, apesar dos maus caminhos que tomou na vida.”
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